A pasta térmica tradicional (cinzenta ou branca) é feita à base de silicone e micropartículas de carbono, cerâmica ou prata. Ela não conduz eletricidade, o que significa que, se exagerares e esborratar para fora do processador, basta limpar com um pano e tudo continua a funcionar.
O Metal Líquido (Liquid Metal, como o famoso Thermal Grizzly Conductonaut) é diferente. Como o nome indica, é uma liga de metais (Gálio, Índio, Estanho) em estado líquido à temperatura ambiente. A sua condutividade térmica é incrivelmente superior à da melhor pasta do mundo.
O lado Bom: Arrefecimento Extremo
Aplicar Metal Líquido entre o processador e o dissipador resulta numa transferência de calor quase instantânea. É comum ver quedas de temperatura na ordem dos 10ºC a 15ºC, sendo a solução eleita para quem faz Overclock extremo ou para "ressuscitar" portáteis gaming que fervem cronicamente.
O lado Mau: O Risco Constante
Apesar da performance, o Metal Líquido tem dois problemas fatais que afastam a maioria dos utilizadores e das marcas:
- Conduz Eletricidade: Se a aplicação não for perfeita e uma gota microscópica escorrer para os circuitos da Motherboard ou do próprio CPU, vai criar um curto-circuito que queima o hardware de imediato (motivo pelo qual a Sony PlayStation 5 teve de usar um isolante massivo de espuma à volta do chip).
- Corrói Alumínio: O Gálio reage quimicamente com o alumínio, destruindo-o. O Metal Líquido só pode ser usado em dissipadores de cobre puro ou cobre niquelado. Se o teu cooler for de alumínio, ele vai desfazer a base em questão de horas.